twitter chegou e é um gatinho. não foi comprado. foi adotado, depois dos conselhos da luiza voll e de uma longa conversa pela madrugada com a lori meyers, que também tem uma gatinha.
a decisão por um gato veio depois de vários eventos. primeiro, os comentários de leitores e amigos sobre o comportamento dos cães. percebi que a transição de uma pedra para um cachorro poderia me deixar maluco.
em seguida, veio o diálogo abaixo:
eu: quem quer um cachorrinho?
mel: eu quero!
davi: eu quero!
eu: vocês vão cuidar dele?
mel: eu vou!
davi: eu vou!
eu: vão dar comida pra ele?
mel: eu vou!
davi: eu vou!
eu: vão limpar o cocô dele?
mel: eu não.
davi: eu não.
isso já foi o bastante. mas depois da conversa com a lori, aprendi um monte sobre gatos e vi que é um bicho mais independente e mais fácil de administrar.
ligamos para uma penca de lugares para procurar gatinhos "órfãos". no primeiro que passamos (o único que ainda tinha gatos disponíveis), encontramos o twitter.
os meninos estão felizes e, apesar de vira-latas, o twitter é bem bonitinho. já tomou a vacina e o vermífugo. agora está aqui, debaixo do sofá, tentando se acostumar com a casa, acredito.
com apenas poucas horas a convivência com o twitter já mostrou alguns bugs. vamos a eles:
bug 01) eu já saí da clínica veterinária espirrando. será que sou alérgico? espero que não.
bug 02) no caminho pra casa, passamos em um restaurante para almoçar. mal entramos e já fomos enxotados. "não pode entrar com animais", disse o cabra. não tem problema, apelamos par o bom e velho frango assado do caminho e deu tudo certo.
bug 03) o lugar preferido do twitter é debaixo do sofá. e de lá ele fica miando o tempo todo. portanto, pra quem chega em casa, parece que eu tenho um sofá que mia.
nenhum desses bugs nos desanimou. estamos todos felizes com o twitter. segundo o veterinário ele deve durar uns 20 anos. é muito tempo pra curtir o bicho e aprender a viver com ele.
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